quarta-feira, 25 de julho de 2018

Deus, nós e as regras

"Eu não acredito em uma religião cheia de regras, só em amar a Deus e ao proximo".
Hoje vou explicar pra vocês porque além de não ter sentido é contraditório um cristão ou qualquer um dizer isso.
No antigo testamento existiam uma série de leis que deveriam ser seguidas pelo povo. Uma lei perfeita que expressava o caráter de um Deus perfeito. Mas, como para o ser humano a perfeição é impossivel, a cada pecado fazia-se sacrifícios a Deus para pedir perdão. O que os 10 mandamentos dizem? Para não roubar, não matar, não trair, não cobiçar as coisas dos outros, não mentir, honrar os pais, amar somente a Deus e não ter outros deuses, não fazer imagens para adorar e guardar o sábado. O que é isso se não um conjunto de regras? E o que Jesus diz sobre elas? "Nisso consiste toda a lei: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" galatas 5,14.
Ora, se amamos ao proximo,  não vamos rouba-lo, mata-lo, mentir pra ele, cobiçar suas coisas etc. E se amamos a Deus seremos fiéis a ele e assim por diante. Mas sejamos sinceramos, nenhum de nós consegue cumprir isso.
Falamos de amar a Deus e as pessoas como se fosse facil, com uma futilidade absurda. Se essa fosse a métrica seriamos todos condenados. Falar que não crê em regras mas crê nisso é ignorancia biblica. Amar a Deus e ao proximo é a lei de Deus. É cumprir as regras nas quais diz não acreditar.
No antigo testamento, ao pecar eles ofereciam sacrifícios porque o fim do pecado era a morte. Mas nós não precisamos. Jesus foi o sacrificio perfeito, seu sangue pagou pelos nossos pecados morrendo em nosso lugar. Nenhum de nós será salvo pela nossa obediência, pois somos falhos e desobedientes em amar a Deus e ao próximo.
Dizer que não acreditamos em regras mas somente em amar é nos condenar por nossas próprias palavras todas as vezes em que falhamos em amar como Deus estabeleceu. Não há esperança na nossa própria justiça.
É só aceitando o sacrifício  de Jesus, que nos justificou diante de Deus que somos salvos.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

As paredes de vidro de WestWorld

"Como eles podem fazer tanta coisa errada sendo que as paredes ao redor são de vidro?"
Meu noivo fez essa pergunta enquanto assistíamos West World. Na serie, apesar dos escritórios, laboratórios e oficinas serem divididas por vidros, muita coisa errada era feita por quem trabalhava lá. Quando ele me perguntou eu pensei: "realmente. Como pode? Eles não se preocupam que alguém veja?" Cheguei logo a resposta. Não. Eles não se importam.
Nem a gente.
Sabemos da onipotência e onipresença de Deus mas não vivemos como quem tem consciência dos olhos do Pai sobre nós.
Sabemos que Jesus esta conosco o tempo todo, mas não deixamos de agir de modo que o desagrada apesar de saber da sua presença.
Sabemos que somos templo do espírito santo, que ele habita em nós. Mas não pensamos que vamos entristecê-lo ao pecar deliberadamente.
Tudo isso porque saber não é suficiente. Como saber que as leis de transito existem não nos impede de atravessar o farol vermelho. Falhamos, entre outros motivos, porque não temos temor de Deus. Temor aqui não quer dizer medo, mas respeito, reverência, obediência. Tudo isso deve ser em amor.
As vezes fazemos coisas erradas com tranquilidade porque afinal, ninguém vai ficar sabendo. Mas nos esquecemos que Deus sabe tudo. Ele é o publico dos nossos pensamentos. Pecados cometidos as escondidas, longe do conhecimento de todos são cometidos numa sala com paredes de vidro diante do nosso Pai.
Quem sabe um dia a consciência de estar todo o tempo diante da Trindade produza em nós arrependimento e mudança verdadeiros. O primeiro passo pra mudança é entender que não conseguimos sozinhos. Jesus disse "sem mim, nada podeis fazer". Não chegamos ao pai se não por ele. E sem o arrependimento vindo do espirito santo, estamos longe de Jesus e da salvação. O amor de Deus cobre uma multidão de pecados,  pela sua misericórdia nós somos perdoados. Ele nos quer perto dele pela eternidade, mas é preciso arrependimento e mudança.
Na série,  muitos erros podem sair impunes e nunca serem descobertos.
Mas todos estamos nús  diante daquele a quem devemos prestar contas.
Cabe a nós decidir se queremos nos apresentar diante Dele como seus filhos justificados por Jesus através do arrependimento ou como réus diante dele como juiz.